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Trump anuncia ataques ao Irã com apoio fechado do governo e reforça aliança com Netanyahu.

Por Valéria Monteiro.

Trump anuncia ataques ao Irã com apoio fechado do governo e reforça aliança com Netanyahu.

Na noite de 21 de junho de 2025, o ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ataques coordenados a três centros nucleares iranianos — Fordow, Natanz e Isfahan — em pronunciamento feito no Salão Leste da Casa Branca, ao lado de seu núcleo de poder: o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Gachsack e o vice‑presidente Vance, todos balançando as cabeças em concordância. Trump definiu a operação como um “sucesso militar extraordinário”, destacando a precisão dos ataques e afirmando que “as instalações foram completamente e totalmente obliteradas”

O presidente reforçou a conexão americana com Israel: “A parceria com Netanyahu nunca foi tão sólida, tão franca, tão vitoriosa”, disse, enaltecendo a estratégia conjunta de desmantelar o programa nuclear iraniano.



📌 Reações do Irã.

O Irã reagiu imediatamente, com o chanceler Abbas Araghchi classificando os ataques como “uma grave violação da Carta da ONU, do direito internacional e do Tratado de Não Proliferação Nuclear” — advertindo que os EUA “cometeram um comportamento criminoso” e que “o Irã se reserva todas as opções para defender sua soberania” . Ele acrescentou que os ataques terão “consequências eternas” e ressaltou o direito de resposta com base no artigo 51 da Carta das Nações Unidas.

Outros representantes, como o IRGC, denunciaram o ataque como “agressão flagrante” e afirmaram que “todos os alvos americanos no Oriente Médio agora são legítimos”, sinalizando potenciais ações simétricas, inclusive contra bases dos EUA e via milícias aliadas.

Em paralelo, a mídia estatal relatou que os três complexos foram evacuados antes da ação, e negou haver materiais nucleares em risco imediato.



Cenário político e diplomático.
• Congresso dos EUA: republicanos elogiaram Trump como “corajoso”, enquanto democratas criticaram a falta de autorização legislativa — chegando a encaminhar pedidos de impeachment .
• Aliados internacionais: Israel saudou a decisão como histórica; União Europeia e França pediram moderação diplomática ; ONU convocou sessão de emergência e expressou “grave alarme”
• Reações regionais: Turquia, Catar e Arábia Saudita alertaram para o risco de escalada, enquanto grupos como Hamas e Houthis prometeram retaliar junto ao Irã.



Perspectivas e desafios.

A ofensiva foi realizada com bombardeiros stealth (B-2) e bombas “bunker-buster”, além de mísseis Tomahawk lançados de navios, configurando a entrada direta dos EUA no conflito que já envolvia Israel.

A resposta iraniana, já incluída, pode se dar via mísseis balísticos, ataques a bases americanas, uso de milícias in regionais ou até cyberataques — contingências que elevam o risco de escalada regional.

No plano interno americano, a ação visa reforçar a imagem de firmeza de Trump junto à base conservadora, aproveitando o momento pré-eleitoral, mas expõe Washington a críticas legais e divisão política.



Conclusão.

O que parecia uma ofensiva militar precisa tornou-se um teste de poder geopolítico. A coreografia de “balançar as cabeças” ilustra a frente compacta de um governo decidido a agir sem hesitações. A retórica iraniana, contundente, promete retaliações. O mundo observa com apreensão: será esse mais um ciclo de encenações de poder — ou a fagulha que desemboca em conflagração real?

Valéria Monteiro.
Jornalista, fundadora do site valeriamonteiro.com.br
e ex-âncora da TV Globo e Bloomberg.

19 de jan. de 2026

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