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No Ar

Da persuasão ao constrangimento:
Groenlândia, tarifas e a política da coerção.

Durante décadas, a política externa das grandes potências operou sob uma tensão permanente entre força e persuasão. Mesmo quando assimétrica, a diplomacia preservava ao menos a forma do convencimento: alianças eram negociadas, pressões eram disfarçadas, e a coerção raramente se apresentava como método declarado. O que se observa agora, sob Donald Trump, é uma inflexão mais profunda: a substituição progressiva da persuasão pelo constrangimento explícito como linguagem do poder.

19.01.26

Quem pode agir, age:
Quem não pode, observa.

Soberania, poder e a política incômoda dos precedentes.
 
Este texto não se ocupa da defesa de Nicolás Maduro, nem da relativização do caráter autoritário do regime venezuelano. Esses fatos estão amplamente estabelecidos.
 
O que está em jogo é mais amplo — e mais consequente: quem decide quando a soberania deixa de valer, com que autoridade e a serviço de quais interesses.

04.01.26

Feliz Ano Novo, 2026!

Se 2025 foi aquele livro que você leu de cabeça para baixo, prepare-se: 2026 promete capítulos inesperados.

Antes de qualquer coisa, meu muito obrigada.
A quem se inscreveu, a quem segue, a quem comenta, compartilha e acompanha — o prestígio da sua atenção é o que dá sentido a tudo isso. Em Voz Alta só existe porque vocês estão aí.

Que neste novo ano a gente se permita rir mais alto, questionar mais fundo e apostar naquelas ideias que parecem improváveis… até que se tornam inevitáveis.

Que cada manhã venha com café quente, pensamentos frescos e coragem suficiente para desafiar o lugar-comum.
E que, mesmo nos tropeços, a gente saiba se levantar com a curiosidade de quem ainda acredita.

Porque a vida é curta demais para textos sem graça, conversas vazias e sonhos guardados na gaveta.

Então, 2026: venha com ousadia, com lucidez e — se não for pedir muito — com um pouco de magia nos detalhes.
Seguimos juntos, Em Voz Alta, celebrando cada palavra que merece ser dita.

Feliz Ano Novo.
Que seja barulhento, inspirador e inesquecível. ✨🥂



🎙️If 2025 felt like a book you read upside down, get ready — 2026 promises unexpected chapters.

First and foremost, thank you.
To everyone who subscribed, follows, comments, shares, and shows up — your attention is a privilege. Em Voz Alta exists because you are there.

May this new year allow us to laugh louder, question deeper, and believe in those ideas that seem unlikely… until they become inevitable.

May each morning bring hot coffee, fresh thoughts, and enough courage to challenge the ordinary.
And even when we stumble, may we rise with the curiosity of those who still believe.

Because life is far too short for dull writing, empty conversations, and dreams left in a drawer.

So, 2026: come with boldness, clarity — and, if possible, a little magic in the details.
We move forward together, Em Voz Alta, celebrating every word worth saying.

Happy New Year.
May it be loud, inspiring, and unforgettable. ✨🥂

31/12/25

Feliz Natal!

Neste fim de ano, queremos celebrar não apenas as conquistas,
mas também os aprendizados, os encontros
e os desafios que nos fizeram crescer.

23/12/25

María Corina Machado e o Nobel em tempos de poder duro:
Símbolo de paz ou peça em um tabuleiro maior?

María Corina Machado:
Quando o Nobel revela semelhanças indesejadas. (Página Editorial)

11/12/25

Quando o poder vira violência.

O recorde de feminicídios em São Paulo revela mais do que um número — expõe a cultura da dominação e a violência autorizada pelo poder.
A capital de São Paulo bateu recentemente um recorde que deveria envergonhar qualquer sociedade que se pretenda moderna: o maior número de feminicídios já registrados. Esse número não é apenas estatística — é luto, é ruptura de vidas, é a falência de um pacto civilizatório básico. Mas é também sintoma de algo ainda mais profundo: a normalização da violência como ferramenta de controle por parte de quem detém mais força, mais dinheiro, mais influência ou, simplesmente, mais espaço social para impor sua vontade.

09/12/25

Quieta, Michelle!

A cena é conhecida — não apenas na política, mas em qualquer espaço onde mulheres começam a ocupar terreno que tradicionalmente não lhes era permitido. Quando Michelle Bolsonaro dá um passo fora do “quadrado” criado para ela, imediatamente aparece alguém para lembrar qual deveria ser o seu lugar. E, como tantas vezes acontece, esse alguém é do próprio partido, da própria estrutura que se beneficia de sua imagem, mas teme sua autonomia.

02/12/25

A primeira música country gerada por IA no topo das paradas:
Um marco de mudança na indústria?

Quando Walk My Walk, música atribuída ao “artista” Breaking Rust — totalmente criado por inteligência artificial — alcançou o 1º lugar na Billboard Country Digital Song Sales, deixou de ser apenas curiosidade tecnológica. O episódio marcou algo maior: uma ruptura simbólica no coração da indústria.

28/11/25

Interfaces Cérebro–Computador.
O que a pesquisa cerebral realmente significa para a tecnologia movida pelo pensamento.

As interfaces cérebro–computador (BCIs) deixaram de ser ficção científica para se tornarem parte da pesquisa aplicada e de testes clínicos avançados. O avanço decisivo veio da capacidade crescente de decodificar a linguagem elétrica do cérebro.

26/11/25

Marx, o mito conveniente da “preguiça.”
E o que ele revela sobre nós.

Volta e meia reaparece nas redes aquela velha caricatura: Karl Marx seria um “encostado na mulher”, alguém que não queria trabalhar e por isso teria inventado uma teoria para justificar a própria suposta indolência. É um meme fácil, apelativo — e totalmente desconectado dos fatos. Mas, acima de tudo, diz mais sobre quem o compartilha do que sobre Marx.

24/11/25

O discreto charme do desmanche.
Por Valéria Monteiro.

Há um clima de devolução de biblioteca nas clínicas estéticas.
As pessoas chegam com a mesma elegância constrangida de quem devolve um livro atrasado:

23/11/25

Quando os indícios deixam de ser sinais e passam a ser estratégia, risco e narrativa.
Por Valéria Monteiro.

A prisão preventiva de Bolsonaro, a vigília convocada por Flávio e o mito do “juiz de tudo” expõem como a política brasileira virou um campo onde fatos, medos e versões disputam a mesma verdade.

22/11/25

Ray Dalio x Thomas Piketty:
Duas leituras em colisão sobre o futuro do capitalismo.

Ray Dalio e Thomas Piketty olham para o mesmo fenômeno — desigualdade crescente, tensão social, desgaste democrático — e chegam a receitas profundamente diferentes. Ambos reconhecem que o capitalismo enfrenta uma crise interna; o desacordo está na cura.

21/11/25

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