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Pesquisadores da Universidade de Stanford.

Vacina contra herpes-zóste.

Pesquisadores da Universidade de Stanford.

Pesquisadores da Universidade de Stanford sugerem que a vacina contra herpes-zóster pode desempenhar um papel significativo na redução do risco de desenvolvimento de demência em adultos mais velhos.

Analisando registros de saúde de mais de 280.000 indivíduos no País de Gales, o estudo descobriu que aqueles vacinados com Zostavax tinham aproximadamente 20% menos chance de desenvolver demência ao longo de sete anos, em comparação com aqueles que não receberam a vacina. (The Guardian)

O estudo aproveitou uma política de saúde pública única no País de Gales, onde apenas pessoas de 79 anos eram elegíveis para a vacina contra herpes-zóster em 2013 devido a limitações no fornecimento. Essa abordagem quase randomizada minimizou possíveis vieses, tornando os achados mais confiáveis. (New York Post)

A hipótese principal para esse efeito protetor é que a vacina previne a reativação do vírus varicela-zóster, reduzindo a neuroinflamação—um fator associado ao declínio cognitivo. Esses resultados estão alinhados com pesquisas anteriores que sugerem uma ligação entre infecções virais, especialmente causadas por vírus da família do herpes, e um risco maior de demência. (Associated Press)

Curiosamente, o estudo observou que o efeito protetor foi mais pronunciado em mulheres, embora as razões para essa diferença de gênero ainda não sejam completamente compreendidas. Os mecanismos exatos pelos quais a vacina contra herpes-zóster influencia o risco de demência ainda estão sob investigação, com hipóteses que vão desde a redução da inflamação até uma modulação mais ampla do sistema imunológico. (The Guardian)

Embora o Zostavax tenha sido descontinuado em favor da vacina mais eficaz Shingrix, efeitos semelhantes na redução da demência foram observados em outros países, reforçando o potencial da vacinação contra herpes-zóster como uma medida preventiva contra o declínio cognitivo. Os pesquisadores agora defendem a realização de ensaios clínicos em larga escala para investigar mais a fundo essa relação promissora. (San Francisco Chronicle)

Essas descobertas ressaltam a importância da vacinação não apenas na prevenção de doenças infecciosas, mas também como uma possível estratégia para mitigar o risco de condições neurodegenerativas como a demência.

Inglês:
Recent research led by Stanford University suggests that the shingles vaccine may play a significant role in reducing the risk of developing dementia among older adults. Analyzing health records of over 280,000 individuals in Wales, the study found that those vaccinated with Zostavax were approximately 20% less likely to develop dementia over a seven-year period compared to their unvaccinated counterparts.

This study capitalized on a unique public health policy in Wales, where only 79-year-olds were eligible for the shingles vaccine in 2013 due to supply constraints. This quasi-randomized approach minimized potential biases, strengthening the reliability of the findings.  

The protective effect is hypothesized to stem from the vaccine’s ability to prevent reactivation of the varicella-zoster virus, thereby reducing neuroinflammation—a factor implicated in cognitive decline. These findings align with previous research linking viral infections, particularly those caused by herpes viruses, to increased dementia risk.  

Interestingly, the study observed a more pronounced protective effect in women, although the reasons for this gender difference remain unclear. The exact mechanisms by which the shingles vaccine influences dementia risk are still under investigation, with theories ranging from reduced inflammation to broader immune system modulation. 

While Zostavax has been discontinued in favor of the more effective Shingrix vaccine, similar dementia-reducing effects have been observed in other countries, reinforcing the potential of shingles vaccination as a preventive measure against cognitive decline. Researchers are now advocating for large-scale randomized clinical trials to further investigate this promising link. 

These findings underscore the importance of vaccination not only in preventing infectious diseases but also in potentially mitigating the risk of neurodegenerative conditions like dementia.

Valéria Monteiro Jornalista.

4 de abr. de 2025

Ciência, herpes-zóster, vacina, Sociedade, estudo
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